segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

first day of the rest of my life

Às vezes fico pensando no por quê de certas coisas... tipo, por que fui ter dor de estômago lancinante e febre de 38 graus logo hoje? No último dia para entrega do meu roteiro. Ou, por que diabos a minha avó falou pra mim, na sexta-feira: "Você num pode ficar doente, hein?" depois de me perguntar 3 vezes se eu tinha ido ao médico. Aí, domingo acontece e eu? Paranóia virou realidade, né? Ou será que a neurose psicótica de uma hipocondríaca mór inveterada acabou criando psicologicamente essa doença?

Hmmmm... food for thought.

De qualquer forma, certas coisas aconteceram nesse fim de semana que me deram bastante o que pensar. (Mais uma vez... às vezes acho que é só isso que faço...) E é interessante chegar a uma analogia e/ou metáfora de tudo o que ocorrera ultimamente.

Talvez, esta minha "doença criada" seja nada mais, nada menos do que um exorcismo necessário. Pra alguém que acordou de dois sonhos estranho-engraçados e sentiu cheiro de panela queimada (e que, por um triz, não virou Joana D'Arc) no fogão.. isso é só a lógica dos acontecimentos de um domingo esquisito e sem futebol.

Confesso que lembrei de uma data que há muito já tinha esquecido e foi estranho. Não gostei da sensação das coisas. Assim como não gostei do estresse dessa semana ou das palavras desnecessárias de certas pessoas.. ou até do descaso completo de outras.

No fim das contas, foi um momento de cleansing.. de limpeza do organismo.. e, para isso, nada mais óbvio do que uma infecção (tinha escrito inVecção.. pra cês verem o nível da dislexia) digestiva, seguida de febre e dor no corpo. É o parto de um ano e meio de trabalho duro, de dedicação a algo que aprendi a amar com a alma; é a morte de sentimentos ruins e negativos, do desespero anunciado, de sentimentos por gente que não mais me interessa.
Sinto-me literalmente como um vampiro de Anne Rice, morrendo para uma vida e sendo parido para outra. É exatamente essa a sensação.

Posso dizer que 2009 foi, como disse o Marcos, o ano do re-começo, do shake-it-all, da abertura de olhos e caminhos novos. Posso dizer que este ano foi o melhor ano da minha vida até hoje, junto com 2007. Os dois com suas diferenças, mas com alguma coisa em comum. E acredito seriamente que, daqui em diante, muitos outros anos fodas serão vivenciados por essa minha pessoa que nunca desiste das coisas até conseguir.

Aprendi a gostar de mim. De verdade. Apesar do que o mundo a minha volta pense. Foda-se.
Descobri também que ninguém que eu conheça me conhece de verdade, mas que ainda acredito que encontrarei essa pessoa. Eu sei: dizem que ninguém nunca conhece ninguém de verdade. E daí? Eu quero encontrar a pessoa que veja além do que eu projeto; alguém que ME veja. Até hoje, não encontrei quem o tenha feito. E nisso eu acredito, e muito. Não preciso de alguém que saiba de cada mini trejeito ou pensamento meu.. nem quero! Cruzes.. 1984 no ar.. Mas quero conseguir olhar no fundo dos olhos dessa pessoa e, em seu sorriso, entender que não estou sozinha no escuro, que tem alguém ali me compreendendo. Isso: compreensão é a palavra. Real, verdadeira. Amor puro e inocente. Não, isso não é faz-de-conta. É real e possível. E os pessimistas - que ironicamente ME chamam de pessimista - que se fodam. I don't really wanna hear from them.

Quando penso nisso tudo, entendo porque meu estômago resolveu tirar o dia de hoje para me atormentar. É o fim de um ciclo. Um ciclo de 30 anos. Parece muito, mas não é. A vida passa muito rápido e acho que, só hoje, tenho noção do quanto eu vivi e quantas coisas me foram ensinadas através dos anos.

Ainda quero viver mais 30 anos. E depois.. mais 30. Não gosto de envelhecer fisicamente, como acredito que a maioria também não, mas amadurecer é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Isso eu posso atestar e comprovar.

Pensar no tudo que eu tive que lidar, todos os obstáculos que eu tive que ultrapassar, todos os momentos ruins e horríveis que tive que aguentar com um sorriso aberto nos lábios.. vendo que o mundo a minha volta negligenciava completamente a dor que eu sentia ao tentar continuar existindo a cada segundo.. toda a solidão abismal que tive que vencer e conquistar com braços fortes. Tudo isso, tudo isso eu venci. E venci sem ajuda NENHUMA. Enlouqueci diversas vezes; fui ao fundo do poço e voltei; ouvi vozes, vi coisas que não estavam lá, senti pânico paralizador de não conseguir existir no mesmo corpo que a minha mente, me rasguei em milhares de feridas discretas tentando acabar com uma dor que nem morfina faria passar, pensei em acabar com a minha vida pra conquistar uma liberdade que nunca tinha conhecido.. mas venci TODOS os meus demônios sozinha. E agora eu estou aqui: mais forte do que nunca, para conquistar o que é meu de direito; o que eu mereço, o que está destinado para mim.

Não foi à toa que minha mãe escolheu um nome que signifique "Guerreira" em mim. Nem foi à toa que ela escolheu esse nome em um dia de lua cheia, dizendo que pensou que eu seria que nem ela: linda e forte. E, sim, é isso o que eu sou. Apesar dos que tentam, incessantemente, me colocar pra baixo, me tirar do caminho, me diminuir. Não. NÃO. Podem tentar, mas será SEMPRE tudo em vão.

O parto já aconteceu.
A vida nasceu.
E eu estou aqui para vivenciar o primeiro dia do resto da minha vida. Assim como todos os outros que virão depois dele.

Que essa febre se esvaia.. que a dor esmaeça..
O mundo começa agora.
Apenas comecei.

domingo, 13 de dezembro de 2009

from an ancient love

the day you were born it januaried in winter but you, being on my side south of the globe, did not notice it and remained unaware through the years loving an unknown flake-whiteness of snow that do not fall to peace rio`s melting violences.

when you januaried in being born it was said to be winter up in the north but you, being on my side down of the spin, did not notice it and carried on unaware through the years wanting
unknown tons of ice cold breeze that does not freeze at the openess and ease of rio`s exagerated smiles.

As it wintered and januaried at the same time you were forced to your own birth to which i did not attend, neither punctually nor naked or crying but unnoticingly januarying a winter that crashed harsh upon my heat 22 years later on.

It wintered
strong and You,
being on my side deep of the measure, did not notice it and walked along the days wondering what weird summer was that your being born was placed.

[by Erica]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

É HEXA, MENGÃO!!!!!! =D

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fenda no Tempo

Observo o buraco no meu All Star preto e isso me fascina. São tantos os buracos com os quais a gente convive e nem repara, não é mesmo? John Lennon traduzira este absurdo no último verso de 'A Day in the Life'.

I hear the news today, oh boy
Four thousand holes in Blackburn, Lancashire
And 'though the holes were rather small
They had to count them all
Now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall


E nada mais perfeito para traduzir essa banalidade do que a frase 'A Day in the Life'. Afinal, o que é um dia na vida?

Raramente paramos para reparar no que cada dia que passa nos proporciona; ou o que ele significa; ou o que ele nos ensina; ou quantos buracos deixamos abertos mais uma vez.

O vazio deste rasgo no meu tênis me fascina. Não por ser um rasgo simples em um sapato que rasgou antes mesmo do fim do pagamento de suas prestações. Não. Ele me fascina por não ser realmente um buraco, mas uma fenda para uma realidade paralela, que fica entre a meia no pé e o tecido preto que colore a estética do calçado. Ele me fascina exatamente por dar personalidade forte a este meu pequeno acompanhante de jornadas - também vestindo suas cicatrizes abertas para o mundo todo ver, mas sempre sorrindo e acreditando em dias menos rochosos e/ou chuvosos pela frente.

Confesso que me deixei levar pela jovialidade de seu espírito rasgado e acabei mergulhando de vez nesta realidade alternativa - entre a meia e o sapato.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

In the Dark

There's a light that fades in the dark
It fades, it fades, but still never parts
It's yellow as the sun, but a sun which never sparks
There's this light that fades in the dark...

Shining away, the colour remains
Strong as the day, the dark sky it stains
Continuous, not obvious, but eternally sustained
The light that slowly remains...

Up on the hills where giants can't go
Power that heals, power that stole
There is a light that never grows cold
A light that never grows old...

Here comes the rain, a thunder, a strike
Pouring like veins, the blood never dries
Red are the tears which blossom in the sky
'Though the rain reckons fears, it can't kill the light...

Floating above a yellow bubbling sea
Look all around but I still cannot see
Highlight the stars, so I can believe
There is this light that never retrieves...

Alone in the dark, one single tower
A light ceases to shine at a lonely hour
Mistakes weren't found, but only a dead flower
They're the saddest remains of the light of the sour


[Raven, 2003]

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

BORA, MENGÃO!!! =D

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Surreal Absurda

Estava eu visitando o blog do Samuca e me deparei com este post que ele escreveu. Nada a ver com a parada dos fumantes porque I just couldn't care less about them. Na verdade, o que me ofendeu foi a matéria sobre o tal personagem gay de Maurício de Sousa.

Repito então aqui o que comentei lá:

Sabe o que eu acho mais revoltante? É que o Maurício de Sousa tem que se defender dizendo que a revista é direcionada a adultos jovens. Tipo, ALÔ!?!?!?! Que coisa mais medieval. Criancinhas podem ver bundas e peitos rebolando na TV em qualquer novela das sete da Globo, mas ver um personagem de quadrinhos homem apontando para outro e dizendo ser comprometido é absurdo.. Gente, cada dia mais tenho certeza de que sou de outro planeta. Né possível.
Quem quiser ler a reportagem (que logicamente saiu no G1), pode vir aqui.

The Heart Eater




[Raven, 2009]

sábado, 14 de novembro de 2009

Dry your eyes

I've been sleeping with ghosts and Ketamine posts on the side of the bed
I've been living in bolts, tearing up coats and making you sad
There's light in the box, a lingering toss and too many cigarettes
There's crying on stones, breaking up bones and Russian roulettes
But there's never a real chance
There's no great romance
Only moderate illusion
It's all just a fake, a brutal mistake
A great big confusion
Let's dance in this fire, this ungrateful desire
And pretend we never cared
Let's forget about love, forget what we're proud of
Pretend we're not scared
Let me turn out the light and hear your insight
Let me say my goodbyes
For the ghost at my side is now alive
Forever

----------------
Now playing: Kings of Leon - Revelry
via FoxyTunes

domingo, 8 de novembro de 2009

BORA, MENGÃO!!